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São Paulo bate recorde de mortes de motociclistas em 2026

Acidente envolvendo motociclista e carro Tesla Cybertruck. Foto: Divulgação

A cidade de São Paulo registrou 334 mortes de motociclistas entre janeiro e agosto, o maior número para os oito primeiros meses de um ano desde o início da série histórica do Infosiga, em 2015. O total, divulgado nesta quarta-feira (16), representa alta de 6,4% ante os 314 óbitos registrados no mesmo período de 2025 e supera o recorde anterior de 321 mortes, em 2021.

As mortes de ciclistas também subiram, de 18 para 23 casos na comparação com os primeiros oito meses do ano passado. No conjunto do trânsito paulistano, porém, os óbitos caíram 0,7%, de 678 para 673. A frota de motos cresceu 3% entre julho de 2025 e julho de 2026, acima da expansão de 1,4% da frota total de veículos.

Especialistas apontam falhas na fiscalização de velocidade e na infraestrutura como fatores para a alta. A CET afirmou que mantém 46 vias com faixa azul, usadas por cerca de 500 mil motociclistas diariamente, além de frentes seguras em semáforos. Para ciclistas, a cidade tem aproximadamente 800 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas, enquanto a prefeitura prevê ampliar a rede para mil quilômetros até 2028.