Supertufão Bavi atinge ilhas do Pacífico com ventos de 290 km/h

O supertufão Bavi cruzou Guam e as Ilhas Marianas do Norte, no Oceano Pacífico Norte, no domingo (5), pela segunda vez em três meses. O fenômeno atingiu intensidade máxima ao se aproximar das ilhas, com ventos de 290 km/h, chuvas torrenciais e ondas perigosas de tempestade.
Uma imagem capturada pelo sensor VIIRS, a bordo do satélite NOAA-20, registrou o olho do Bavi por volta das 15h30 UTC do domingo (5), equivalente a 1h30 da manhã de segunda-feira (6) no horário local. A luz da Lua, em fase minguante gibosa, iluminava o lado oeste da parede do olho; algumas horas depois, o centro do tufão passou sobre Rota, ao norte de Guam.
O Bavi se tornou um supertufão nas primeiras horas de sábado (4), enquanto avançava para oeste sobre águas com temperatura em torno de 30°C. A Nasa relatou danos intensos em Guam, Rota e Saipan, com postes e linhas de energia derrubados, estradas inundadas e cobertas por destroços, além de edifícios danificados. Equipes da Guarda Costeira dos EUA atuaram na remoção de obstáculos em vias navegáveis para reabrir portos quando as condições marítimas permitirem.
O meteorologista Jeff Masters, do Yale Climate Connections, afirmou que tempestades como o Bavi são esperadas em períodos de El Niño forte, quando tufões podem se formar mais a leste e ganhar mais tempo sobre águas quentes antes de seguir em direção à Ásia. Na quarta-feira (8), o Bavi ainda avançava como um tufão poderoso sobre o Mar das Filipinas, com ventos máximos de 250 km/h, e as previsões indicavam uma possível curva para noroeste, em direção a Taiwan, às Ilhas Ryukyu, no sul do Japão, e à China continental, com enfraquecimento nos dias seguintes.
