O que muda no tratamento do diabetes tipo 2 com as novas recomendações

A Sociedade Brasileira de Diabetes passou a considerar o controle do excesso de peso um objetivo permanente no tratamento do diabetes tipo 2. A atualização amplia o foco da glicemia para incluir a prevenção de complicações cardiovasculares e renais.
A Diretriz SBD 2026 recomenda avaliar peso, hemoglobina glicada, função renal e risco cardiorrenal desde o diagnóstico. Entre as opções farmacológicas estão agonistas de GLP-1 e coagonistas de GLP-1/GIP para controle do peso, além de inibidores de SGLT2 para pacientes com risco cardiovascular ou renal aumentado. A indicação depende do quadro clínico e deve ser individualizada.
No planejamento da gestação, mulheres com hemoglobina glicada acima de 9% devem ser orientadas a adiá-la até melhorar o controle, com meta ideal de 6% antes da concepção. A diretriz também recomenda sistemas automatizados de insulina para determinadas pacientes com diabetes tipo 1 e a substituição de medicamentos da classe GLP-1 antes da gravidez em mulheres com diabetes tipo 2.
