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Se a Reforma da Previdência for derrotada, Michel Temer deve mudar relação com Congresso

De Daniela Lima no Painel da Folha.

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Como a aprovação da reforma da Previdência parece mais improvável a cada dia que passa, auxiliares de Michel Temer foram obrigados a desenhar um plano para evitar que o governo se torne obsoleto já no fim de fevereiro. Esses aliados dizem que, se a principal agenda for mesmo derrotada, ele deverá mudar o padrão de sua relação com o Congresso, requalificando a base e admitindo-a menor, para dar seguimento a pauta menos audaciosa e dependente do Legislativo, mas pragmática.

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Os interlocutores de Temer dizem que, até que um nome consiga projetar expectativa real de poder aos partidos da base a partir de 2019, o presidente ainda terá cacife para direcionar o debate político.

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Numa leitura bastante otimista, esses aliados afirmam que o emedebista pode usar a derrota para firmar um novo marco, uma relação “mais leve” com o Congresso, cancelando compromissos firmados em função da votação da reforma e redirecionando cargos e verbas aos mais fiéis.

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A ofensiva patrocinada por associações da indústria e da agricultura irritou parlamentares. Depois de receber mais de 300 mensagens idênticas a favor da nova Previdência, Rogério Rosso (PSD-DF) resolveu responder. Disse que eles teriam mais sucesso se pedissem a simplificação de tributos.

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Presidente Michel Temer. Foto: Marcos Corrêa/PR