Secas, enchentes e ondas de calor: as chances do El Niño voltar em 2026

O fenômeno El Niño pode voltar ainda em 2026, segundo projeções da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA). A previsão aponta mais de 60% de chance de formação a partir de maio, junho e julho, com possibilidade de o índice ultrapassar 90% no segundo semestre, o que aumenta o risco de impactos climáticos no Brasil, como secas, enchentes e ondas de calor.
Até o fim do primeiro semestre, a tendência ainda é de neutralidade no Pacífico equatorial, com cerca de 80% de probabilidade de manutenção desse cenário. No entanto, a possível transição para o El Niño pode alterar significativamente os padrões de chuva e temperatura no país ao longo do ano.
De acordo com o Cemaden, o fenômeno pode provocar aumento de chuvas intensas no Sul, com risco de alagamentos, enquanto Norte e Nordeste podem enfrentar secas. Já no Centro-Oeste e no Sudeste, a tendência é de ondas de calor mais frequentes e maior risco de incêndios florestais.
