Secas no Sudeste podem chegar a 16 meses de duração até o fim do século; entenda

Os períodos de seca no Sudeste devem ficar mais longos e severos nas próximas décadas, segundo estudo de pesquisadores da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos e da Uerj. A projeção considera a bacia do Rio Paraíba do Sul, responsável pelo abastecimento de cerca de 20 milhões de pessoas em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Publicado na Revista Brasileira de Recursos Hídricos, o trabalho estima que as estiagens terão duração média de 13 meses entre 2021 e 2060, ante os nove meses registrados no período histórico. De 2061 a 2100, a duração média pode chegar a 16 meses. O índice de severidade das secas, hoje em 7,35, pode alcançar 18,35 até o fim do século.
Embora o intervalo entre as secas possa aumentar de 18 para 23 meses, o pesquisador Ályson Estácio alertou que os eventos serão mais intensos e duradouros. Os autores defendem que reservatórios incorporem projeções climáticas à gestão e adotem gatilhos de emergência; a Sabesp afirmou que prevê investir R$ 7,8 bilhões até 2030 em segurança e resiliência hídrica na região metropolitana de São Paulo.
