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Segurança tenta explicar agressão a ciclista morto: “Agi por instinto”

O segurança Davi Santos Machado e Cláudio Rafael Landeiro. Foto: Divulgação

O segurança Davi Santos Machado afirmou à Polícia Civil do Rio de Janeiro que agiu por “instinto” ao abordar e agredir o ciclista Cláudio Rafael Landeiro. Em um segundo depoimento, ele admitiu que, em um “ato insano”, desferiu vários golpes de porrete na cabeça da vítima, embora não houvesse informação concreta de que a bicicleta usada por ela fosse roubada.

Cláudio Rafael morreu após o espancamento, motivado pela suspeita de que teria furtado a bicicleta, que pertencia a uma de suas irmãs. Davi disse que decidiu abordá-lo depois de um morador relatar a presença de um “indivíduo em atitude suspeita” perto de uma loja de doces. A vítima pedia para que os agressores a soltassem, segundo o relato do próprio segurança.

Davi e o também segurança Jorge Luiz Ricardo Dias tiveram as prisões temporárias mantidas em audiência de custódia. A polícia investiga a atuação de ambos em um serviço clandestino de segurança privada e apura o caso como homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, emprego de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.