Seis em cada dez pacientes com insônia relatam uso de medicamentos, aponta USP

Um estudo da USP com pessoas que procuravam atendimento psicológico para insônia identificou que 60% dos participantes relataram usar algum medicamento para dormir. Como a amostra reuniu pacientes já em busca de terapia no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, os resultados não representam todos os brasileiros com insônia.
Os medicamentos mais citados foram hipnóticos, relatados por 44% dos participantes, e benzodiazepínicos, por 37,9%. Outros 39% informaram o uso de produtos de venda livre, como antialérgicos e relaxantes musculares. Uma mesma pessoa podia mencionar mais de uma classe, e as respostas foram autorreferidas. O zolpidem teve maior frequência entre os usuários contínuos.
As pesquisadoras apontam a terapia cognitivo-comportamental para insônia como tratamento de primeira linha, com foco em hábitos, controle de estímulos e crenças relacionadas ao sono. Medicamentos podem ter indicação clínica, mas o uso prolongado de zolpidem, clonazepam e substâncias semelhantes exige acompanhamento profissional; a retirada não deve ocorrer sem avaliação médica.
