Seis tendências da moda que colocaram vidas de mulheres em risco

Algumas tendências de moda que hoje parecem extravagantes tiveram consequências graves para quem as usava. Saltos agulha, popularizados nos anos 1950, motivaram alertas médicos sobre torções e fraturas, e estudos posteriores associaram o uso de salto alto a lesões musculoesqueléticas. O espartilho, usado desde o século XVI para moldar a cintura, também gerou preocupação por comprimir costelas e órgãos internos, além de dificultar a respiração. Com informações de Superinteressante.
Na era vitoriana, vestidos e outros objetos decorativos ganharam o verde-esmeralda produzido com o verde de Scheele, corante rico em arsênico. Em 1862, o químico A. W. Hoffman denunciou a toxicidade do produto no artigo “A Dança da Morte”. O contato com as peças podia provocar úlceras e falência de órgãos, enquanto trabalhadoras das fábricas relatavam feridas abertas, vômitos, convulsões e mortes.
Cosméticos e produtos para cabelo também expuseram consumidores a substâncias perigosas. A ceruse veneziana, maquiagem à base de chumbo usada por Elizabeth I, pode ter contribuído para a morte da rainha, enquanto pomadas de chumbo e tônicos capilares com rádio circularam no início do século XX. Já as saias de crinolina, muito populares no século XIX, pegavam fogo com facilidade: em 1871, as meias-irmãs de Oscar Wilde morreram após suas roupas encostarem na chama de uma vela durante uma festa na Irlanda.
