Sem filhos, cônjuge e rede de apoio: o medo de idosos de morrerem sozinhos

Dados citados indicam mais de 16 milhões de pessoas vivendo sozinhas em 2023 nos EUA e, entre os maiores de 55 anos, mais de 15 milhões sem cônjuge ou filhos biológicos; quase 2 milhões sem qualquer parente. Pesquisadores apontam que o isolamento cresce à medida que a morte se aproxima.
Profissionais de cuidados paliativos ouvidos descrevem aumento de pacientes sem acompanhantes no fim da vida. Programas “Ninguém Morre Sozinho” existem em hospitais, mas raramente atendem quem permanece em casa, onde hoje morre a maior parcela de pessoas. Especialistas alertam para maior risco de autonegligência quando não há cuidadores disponíveis e lembram que muitos não têm recursos para assistência domiciliar ou instituições.
Nos EUA, serviços de hospice costumam oferecer atendimento intermitente e dependem de familiares para atividades diárias, o que limita o acesso de quem vive só. Fontes sugerem identificar precocemente idosos gravemente doentes, manter contato regular e planejar diretivas e arranjos legais. Relatos pessoais mostram diferentes preferências: parte deseja companhia no fim; outros preferem permanecer sozinhos e independentes.
