Sem peças para reparo, pulmão de aço falha antes da morte de sua última usuária

Martha Ann Lillard, considerada a última mulher com poliomielite a depender de um pulmão de aço, morreu aos 78 anos após o aparelho deixar de funcionar em 26 de junho. A impossibilidade de consertar o equipamento, fabricado na década de 1950 e sem peças de reposição disponíveis, contribuiu para o agravamento de seu quadro de saúde.
Diagnosticada com pólio aos cinco anos, a estadunidense dependia do cilindro de pressão negativa para auxiliar sua respiração. No início, permanecia dentro da máquina por até 23 horas por dia. Com o passar dos anos, conseguiu respirar fora do equipamento durante parte da rotina, mas ainda precisava usá-lo por cerca de nove horas para dormir.
O motor antigo utilizava componentes difíceis de encontrar, alguns fabricados para automóveis Chevrolet da década de 1940. A irmã de Martha afirmou que havia um motor reserva, mas ninguém capacitado para instalá-lo. A saúde dela já havia sido debilitada por duas infecções por Covid-19 e por outras doenças; no ano anterior, uma queda de energia provocada por um tornado obrigou o marido a fazer respiração boca a boca para mantê-la viva.
