Senado em família: candidatos escolhem irmãos, filhos, pais e mães como suplentes

Candidatos ao Senado e ao governo em 2026 indicaram familiares diretos para vagas de suplência, posição que permite assumir o mandato quando o titular se afasta ou ocupa cargos no Executivo. No Senado, diferentemente da Câmara, o titular escolhe os suplentes, que não recebem votos nominais dos eleitores.
Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, escolheu o irmão Diego Torres (PL) como primeiro suplente. A deputada Bia Kicis (PL-DF), que disputa a outra vaga pelo DF, indicou o filho Samuel Kicis (PL). No Pará, Helder Barbalho (MDB) colocou o pai, o ex-governador e senador Jader Barbalho (MDB), como suplente em sua chapa.
A prática também se repete em outros estados. JHC (PSDB), candidato ao governo de Alagoas, terá a esposa Marina Candia (PSDB) na disputa pelo Senado e a mãe, Dra. Eudócia (PSDB), como primeira suplente dela. O jurista Fernando Neisser, professor de direito eleitoral da FGV-SP, afirmou que a legislação não proíbe esse tipo de composição, embora os suplentes possam chegar ao Senado sem passar pelo voto direto.
