Senha de juíza é usada para evitar prisão de suspeito do PCC

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) afirma que criminosos usaram credenciais vinculadas a uma juíza do Rio Grande do Sul para adulterar, no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, o mandado de prisão de Alex Leandro Bispo dos Santos, conhecido como Baianão ou “Escorpião do PCC”.
A alteração substituiu o nome e o CPF do réu pelos dados de outra pessoa, o que fez com que ele deixasse de aparecer como procurado nas consultas policiais. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) identificou a fraude em 16 de setembro, ao verificar que o mandado não constava mais no sistema. Alex é réu pela morte da companheira, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, que caiu do décimo andar do prédio onde o casal vivia, na Vila Andrade, zona sul da capital.
A acusação sustenta que ele jogou a jovem da sacada; a defesa nega o crime, diz que ela cometeu suicídio e também rejeita a ligação do empresário com o PCC. O empresário recebeu liberdade provisória em 6 de agosto, mas um desembargador restabeleceu a prisão quatro dias depois, ao citar a “periculosidade” do acusado.
A Justiça gaúcha informou que a senha e o login da magistrada teriam sido “hackeadas/roubadas” e empregados em outras alterações fraudulentas. O caso chegou ao Conselho Nacional de Justiça, o cadastro foi corrigido e o Ministério Público afirma que Alex segue foragido.
