‘Serial killer’ brasileira confessa 2 mortes, mas defesa contesta; entenda

A defesa da universitária Ana Paula Veloso, de 36 anos, acusada de ser uma “serial killer” por envenenar e matar quatro pessoas no Rio e em São Paulo, afirmou que “não há elementos robustos e definitivos que autorizem a conclusão sobre a sua participação”. Apesar de ter confessado dois assassinatos, os advogados sustentam que as provas ainda estão em fase de formação. “Qualquer afirmação prematura sobre sua participação, autoria ou responsabilidade é uma violação direta deste princípio fundamental”, afirmou o advogado Almir da Silva Sobral, em nota.
Ana Paula, estudante de Direito, está presa preventivamente após confessar ter matado Marcelo Hari Fonseca, de 51 anos, e Maria Aparecida Rodrigues, de 49, ambos encontrados mortos em Guarulhos, São Paulo. Ela é investigada ainda por mais duas mortes: a do idoso Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, em Duque de Caxias, e a do tunisiano Hayder Mhazres, de 21 anos, em São Paulo. Segundo a polícia, todas as vítimas foram envenenadas. “É uma pessoa extremamente manipuladora. Desde o início tentou controlar a narrativa, inclusive conosco, indo à delegacia e se apresentando como vítima”, disse o delegado Halisson Ideiao Leite.
Os investigadores acreditam que Ana Paula agia por interesse financeiro e que parte dos crimes foi cometida com ajuda da irmã gêmea, Roberta Cristina Veloso Fernandes, também presa. O inquérito aponta que as duas cobravam cerca de R$ 4 mil por morte e chamavam os assassinatos de “TCC”. Para o delegado, o comportamento da acusada revela frieza e prazer em permanecer nas cenas dos crimes. “Ela demonstra ausência de remorso e um prazer evidente, não só em cometer o crime, mas em permanecer ao redor dele”, afirmou Leite. A defesa, por outro lado, sustenta que o caso deve ser analisado com cautela e dentro dos princípios constitucionais.
