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Sexo entre mulheres pode estar ligado a maior risco de vaginose bacteriana; entenda

Mulheres em momento de intimidade
Imagem ilustrativa. Foto: Reprodução

A vaginose bacteriana ocorre quando há desequilíbrio na microbiota vaginal, com redução de lactobacilos e proliferação de bactérias anaeróbias, como a Gardnerella vaginalis. Um estudo publicado em 2023 na revista The Brazilian Journal of Infectious Diseases apontou maior prevalência da condição entre mulheres que fazem sexo com mulheres. A pesquisa comparou 149 mulheres com práticas homossexuais, 80 com práticas bissexuais e 224 com práticas heterossexuais. Os resultados indicaram prevalência de 35,6% no primeiro grupo, 34,3% no segundo e 23,8% no terceiro.

Marli Duarte, coordenadora do estudo, afirmou que os números também apareceram associados ao uso de acessórios sexuais. “Isso nos faz pensar que a troca de fluidos é o que causa esse aumento da prevalência de vaginose bacteriana”, disse. Segundo ela, a relação ainda é uma hipótese, e novas pesquisas devem acompanhar casais de mulheres ao longo do tempo para avaliar se as bactérias presentes na microbiota vaginal das parceiras são as mesmas.

A vaginose não entra na classificação de IST, mas pode surgir a partir de desequilíbrios ligados à relação sexual. Entre os sintomas mais comuns estão corrimento fino acinzentado ou esbranquiçado, mau cheiro forte, principalmente após relações, ardência ao urinar, coceira e irritação vaginal leve. As recomendações incluem acompanhamento ginecológico anual, uso de preservativo em acessórios sexuais, higienização com água e sabão antes e depois de cada uso e evitar duchas vaginais, que alteram o pH da região.