“Shreking”: geração Z cria termo para explicar atração por “homens feios”

A Geração Z cunhou o termo “shreking” para descrever a preferência por parceiros amorosos fora dos padrões estéticos convencionais, ou pessoas feias. A expressão faz referência ao ogro Shrek, personagem que quebra o estereótipo do príncipe encantado. Em entrevista ao Globo, a artesã Eduarda Mexias, de 21 anos, exemplifica essa tendência: “Quando uma mulher como a Selena Gomez se relaciona com alguém fora do padrão, dizem que o cara é feio. Mas cada um tem sua preferência. Eu adoro um ‘feinho'”.
O fenômeno ganhou visibilidade com relacionamentos de celebridades como Beyoncé, Lana Del Rey e Ariana Grande. Para o psicanalista Eduardo Omeltech, estudioso do assunto, o comportamento reflete um esgotamento emocional feminino. “Nasce da saturação das mulheres em relação à exigência de performar beleza como moeda de valor afetivo”, afirma o especialista.
Algumas mulheres, no entanto, questionam suas próprias motivações. A publicitária Donna Christien, de 23 anos, reflete: “Tenho a tendência de sempre querer ter algum controle sobre minhas relações. Quando saio com alguém que chama menos atenção, me sinto menos ameaçada”. Omeltech alerta que quando “a escolha nasce do medo de perder, o amor vira um abrigo, não um encontro”.
A historiadora Mary Del Priore contextualiza a mudança nos ideais de beleza. “Há um cansaço em relação aos bonitos narcisistas. O tipo galã não interessa mais. O que atrai nos homens, hoje, é presença, humor e maturidade emocional”, analisa. A especialista, porém, provoca: “Homens podem ser feios, e mulheres, não podem?”.
Veja famosas que se relacionam com homens considerados feios




