“Sintonia dos 14”: A reunião do PCC que discutiu o plano de assassinato de ex-delegado

As investigações sobre a execução de Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, apontam para um plano que remonta a 2019. Naquele ano, segundo a polícia, o líder do PCC, o Marcola, teria encomendado o assassinato do delegado durante reunião organizada por Nailton Vasconcelos Martins, o Irmão Molejo, em Cidade Tiradentes, na zona leste da capital.
Fontes foi morto seis anos depois, em 15 de setembro de 2025, ao ser emboscado por atiradores em Praia Grande, no litoral paulista. O encontro de 2019 reuniu lideranças da facção conhecidas como “sintonias” e tinha como objetivo transmitir ordens do alto comando para organizar ataques contra autoridades do Estado.
O nome de Ruy Ferraz aparecia em um “salve” manuscrito, apreendido meses depois com Sandro de Cássio, o Gardenal, preso em flagrante com drogas e armas. No documento, o ex-delegado era listado como alvo principal, ao lado de outros policiais civis.
A carta detalhava inclusive os criminosos designados para a missão, entre eles Fernando Henrique dos Santos, o Koringa, e Cleberson Paulo dos Santos, o Mimo. Fontes já era considerado inimigo pelo PCC desde os anos 2000, quando teve papel decisivo na transferência da cúpula da facção para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
