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Sírio atacado em Copacabana foi vítima de máfia de ambulantes

 

 

Do O Globo:

Advogado formado no Egito, o refugiado sírio Mohamed Ali Abdelmoatty Ilenavvy, de 33 anos, não foi vítima apenas de intolerância religiosa ao sofrer agressões verbais na semana passada, no dia em que inaugurava sua barraquinha para vender esfihas, em Copacabana. Ele foi alvo de uma máfia formada por ambulantes que tentam privatizar o espaço público e teriam exigido R$ 10 mil para ele ocupar um espaço na calçada. Como Ali se recusou, foi hostilizado. O administrador regional do bairro, Wagner José Umbelino, tomou conhecimento do caso e, na próxima semana, dará início a uma operação para identificar os suspeitos do loteamento ilegal. Nesta sexta-feira, Umbelino foi ao encontro do sírio para agilizar a legalização de sua atividade profissional.

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Nesta sexta-feira, Ali foi muito solicitado por moradores de Copacabana, que queriam abraçar o estrangeiro e demonstrar solidariedade. Algumas pessoas pediram desculpas em nome dos cariocas. Fátima contou que o marido tem trabalhado intensamente para pagar a dívida de R$ 3,8 mil adquirida com o empréstimo para a compra da barraca e de material para os salgados. Apesar do susto, Ali mantém o mesmo entusiasmo com que começou o novo negócio, há um mês.