Entenda o “slow morning”, tendência que promete manhãs menos caóticas

O slow morning, tendência que ganhou espaço nas redes sociais, propõe começar o dia com menos pressa e estímulos. A prática pode incluir abrir a janela, movimentar o corpo, preparar o café da manhã com calma e adiar o uso do celular, sem exigir que a pessoa acorde mais cedo ou siga uma sequência rígida de rituais.
Embora não existam evidências científicas sobre a estratégia em si, hábitos associados a ela têm benefícios conhecidos, como respeitar o tempo de sono, buscar luz natural e reservar momentos para atenção plena. Nos primeiros minutos após despertar, o organismo ainda faz a transição para o estado de alerta, e atenção, raciocínio, tempo de reação e regulação emocional podem operar abaixo do habitual.
A psicóloga Bárbara Araújo Conway, da Academia Brasileira do Sono, afirma que a inércia do sono costuma durar de 15 a 30 minutos e pode se intensificar com poucas horas de descanso ou horários irregulares. Especialistas também recomendam não transformar a rotina em cobrança: 10 ou 20 minutos podem bastar para pequenas mudanças, mas dormir bem deve ter prioridade sobre acordar mais cedo para cumprir práticas matinais.
