Quando um alerta de batimento acelerado no smartwatch exige ida ao pronto-socorro

Relógios inteligentes podem alertar usuários sobre batimentos cardíacos acelerados, mas a notificação, por si só, não determina a necessidade de ir ao pronto-socorro. O cardiologista Alexandre Abla, do Hcor, afirma que pessoas com histórico pessoal ou familiar relevante de infarto e arritmias devem buscar atendimento rapidamente. Sem esse histórico, um alerta isolado pode levar a uma teleconsulta ou ao agendamento de avaliação presencial.
Entre os pacientes que procuram emergência após avisos relacionados ao ritmo cardíaco, Abla estima que 60% a 70% recebem posteriormente a confirmação de alguma arritmia. Ainda assim, os dispositivos não diagnosticam doenças. Café em excesso, estresse, privação de sono, ansiedade e desidratação também podem causar taquicardia, enquanto aparelhos frouxos ou mal adaptados podem produzir registros inadequados.
A Anvisa alertou em agosto que os resultados de aparelhos vestíveis ajudam no acompanhamento de indicadores, mas não substituem exames e avaliação profissional. O cardiologista Diandro Mota, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, destaca que os dados coletados ao longo da rotina podem contribuir para investigações, inclusive de fibrilação atrial, desde que profissionais e pacientes conheçam as limitações desses recursos.
