“Soberbo e possessivo”: O comportamento bizarro de tenente-coronel que matou PM

Funcionários e moradores do condomínio onde o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto vivia com a policial militar Gisele Alves Santana relataram à Polícia Civil um comportamento descrito como “soberbo”, reservado e possessivo. Segundo depoimento de uma funcionária, os vizinhos tinham “receio” do oficial por causa de sua conduta “fechada” e da forma como tratava os funcionários do prédio. O relato integra o inquérito que apura a morte da policial, caso pelo qual o tenente-coronel foi preso nesta semana.
Uma moradora afirmou que encontrou o casal e a filha de Gisele no elevador em uma ocasião e disse que a policial permaneceu de cabeça baixa durante todo o trajeto. Segundo o depoimento, quando chegaram ao andar, enquanto Gisele tentava abrir a porta, o tenente-coronel se apressou para impedir que ela fosse observada. A mesma testemunha disse ainda que nunca viu Gisele sozinha nas áreas comuns do condomínio e relatou que ele a acompanhava até na academia, mesmo sem estar com roupas adequadas para exercícios.
Os depoimentos reunidos pela investigação também citam que o oficial não respondia aos cumprimentos de outros moradores e que discussões do casal eram ouvidas no condomínio. Testemunhas disseram ainda que Gisele nunca era vista maquiada. Os pais da policial já haviam afirmado que o tenente-coronel proibia a filha de usar batom e monitorava os lugares para onde ela ia. A Polícia Civil sustenta que laudos periciais e outros elementos colhidos no caso apontaram contradições na versão apresentada pelo militar, preso como principal suspeito pela morte da esposa.
