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Bunkers, estoques e hortas: brasileiros se preparam para sobreviver a uma catástrofe global

Ilustração sobre riscos existenciais e o fim do mundo
Imagem ilustrativa

Guerras nucleares, pandemias, mudanças climáticas e sistemas avançados de inteligência artificial estão entre os riscos existenciais avaliados por cientistas e centros de pesquisa. O Relógio do Juízo Final permanece a 85 segundos da meia-noite, a menor distância desde sua criação em 1947, enquanto estimativas sobre a probabilidade de uma catástrofe global até o fim do século variam amplamente.

O cenário também alimenta a procura por bunkers e práticas de sobrevivencialismo. Nos Estados Unidos, o mercado de abrigos movimentou cerca de US$ 137 milhões no último ano. No Brasil, bunkers particulares ainda são raros, mas grupos de preparadores defendem estoques de água e alimentos, fontes próprias de energia, hortas e meios de comunicação para enfrentar interrupções de abastecimento, enchentes, deslizamentos e quedas de energia.

Márcio Andrade, conhecido como Batata, construiu um abrigo em Monte Alto, no interior de São Paulo, e mantém horta, galinheiro, tanque de peixes e sistemas próprios de água e energia. Em Santa Catarina, Julio Lobo e Tiago Azzolini organizaram casas adaptadas para emergências, estoque de lenha e uma rede de comunicação entre famílias. Para Azzolini, a preparação não deve se resumir ao medo: “A nossa linha de pensamento é sobre viver melhor, não ficar pensando apenas no fim”.