“Sou um escravo”: PM preso por matar esposa reclama de tarefas na prisão

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 54 anos, afirmou em interrogatório à Corregedoria que se sente um “escravo” no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. Réu pelo feminicídio da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, o PM está preso desde 18 de março e também responde por fraude processual.
No depoimento prestado em 2 de abril, Rosa Neto disse que precisa pedir autorização a um soldado para entrar na cela e que realiza tarefas como lavar banheiro, corredor e louças, além de buscar refeições. “Eu sou um escravo aqui dentro”, declarou. Ele também afirmou que preferiria morrer a continuar preso e alegou sofrer cobranças de policiais que fiscalizou durante sua carreira.
Rosa Neto nega ter matado Gisele e sustenta que ela tirou a própria vida após ser baleada na cabeça, em fevereiro. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o presídio adota igualdade de tratamento entre internos, independentemente de posto ou graduação. O policial também enfrenta um Conselho de Justificação, que pode resultar na perda de posto e patente; três coronéis analisarão o caso antes do envio da decisão à Justiça Militar.
