Com poucas ciclofaixas, elétricos e autopropelidos “invadem” São Paulo

As viagens com bicicletas elétricas e veículos autopropelidos, como scooters, cresceram mais de dez vezes em três anos em São Paulo, enquanto o uso de bicicletas convencionais caiu 7,53%. Levantamento da Ciclocidade com apoio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou a redução de 36,5 mil para 33,75 mil deslocamentos com bikes tradicionais e a alta de 703 para 7.268 viagens com modelos motorizados. Com informações de g1.
O avanço dos veículos elétricos ocorre em uma cidade que ainda não cumpriu a promessa de ampliar sua estrutura para ciclistas. A Prefeitura previa alcançar mil quilômetros de ciclovias e ciclofaixas até 2024, mas adiou a meta para o fim de 2028. A capital tem hoje cerca de 750 quilômetros de vias exclusivas para bicicletas, e o ponto de apoio a ciclistas que funcionava no Largo da Batata foi desativado em 2024.
Para o professor de Engenharia de Transportes da USP Mateus Humberto, parte dos usuários dos veículos autopropelidos pode ter deixado o transporte público, o que tende a agravar os problemas de mobilidade. Entre janeiro e julho, 18 ciclistas morreram na capital, alta de 28% no período. Especialistas defendem redução de velocidade dos veículos motorizados e mais cuidado com pedestres e ciclistas no trânsito.
