Spotify é processado por associar umbanda a ‘bruxaria’ e ‘ritual’

O Centro de Articulação das Populações Marginalizadas (CEAP) processou o Spotify pela categoria “umbanda, bruxaria, ritual”, exibida para alguns usuários na retrospectiva musical da plataforma em 2024. A entidade afirma que a associação reforçou estigmas contra religiões de matriz africana e configurou discriminação e racismo religioso.
O caso chegou ao Ministério Público Federal em dezembro de 2024. Depois de reuniões, o Spotify informou que retirou a categoria e adotou medidas sobre o episódio, mas as tentativas de acordo não avançaram. Para o CEAP, as propostas da empresa não repararam adequadamente a suposta violação.
A ação pede R$ 2 milhões por danos morais coletivos, destinados por cinco anos a projetos de proteção das religiões de matriz africana. A entidade também quer que a plataforma revise os sistemas de moderação e recomendação, crie mecanismos para remover conteúdos discriminatórios e adote revisão humana nesses casos. O processo inclui a ANPD, acusada de omissão.
