Startup diz ter criado beagles geneticamente editados contra alergias

A startup americana Kindred Companion Sciences afirma ter criado dois beagles geneticamente editados para não produzir uma proteína associada a reações alérgicas em humanos. A empresa usou a técnica Crispr para desativar o gene Can f 1, que codifica um dos principais alérgenos caninos.
Os filhotes, chamados Alfie e Bailey, nasceram após a transferência de genomas editados para embriões implantados em uma beagle. Segundo a empresa, os animais, hoje com quase 2 anos, não apresentam vestígios do alérgeno e se desenvolvem normalmente. Matt Walker, cofundador da Kindred e tutor de Bailey, diz não ter tido reações alérgicas ao cão.
Especialistas, porém, afirmam que faltam dados para confirmar se a alteração genética evita alergias de forma confiável e se pode trazer efeitos à saúde dos animais ao longo do tempo. O debate também envolve os riscos éticos da criação de cães modificados geneticamente, incluindo o uso de outros animais como doadores de óvulos e mães de aluguel.
