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STJ mantém prisão de Geraldo Neto, suspeito de matar esposa PM em SP

tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto falando
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto – Reprodução

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de relaxamento da prisão de Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronel suspeito de assassinar sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, em fevereiro deste ano. A decisão foi tomada em 20 de março, e o militar segue preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. A prisão foi decretada pela Justiça Militar de São Paulo após a mudança na linha de investigação, que inicialmente tratava a morte como suicídio, mas passou a ser considerada feminicídio com base nas investigações.

A defesa de Rosa Neto argumentou que a condução do caso violava precedentes do STJ e pediu a incompetência da Justiça Militar para julgar o caso. No entanto, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca, relator do processo, entendeu que a reclamação não tinha fundamento, já que não havia decisão prévia do STJ sobre o mérito da ação penal. Com isso, o pedido de liberdade foi negado e o tenente-coronel permanece preso.

O caso de Gisele Alves foi inicialmente tratado como suicídio, mas após novas investigações, a versão foi reavaliada. Os investigadores suspeitam que Rosa Neto tenha matado sua esposa com uma arma de fogo e posteriormente alterado a cena do crime para simular um suicídio. Além de feminicídio, o tenente-coronel é acusado de fraude processual, por manipular evidências e dificultar a investigação.

Gravações de câmeras corporais dos policiais que atenderam a ocorrência mostram o comportamento autoritário e agressivo de Rosa Neto, que tentou desrespeitar as orientações da polícia e ainda entrou em contato com um desembargador amigo para intervir no caso. A postura de intimidação e a tentativa de alterar a cena do crime levantaram desconfianças e contribuem para a continuação da prisão preventiva.