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Suspeito mais procurado da Bolívia foi assaltado em São Paulo

Do R7:

Eliot Leon Fernandez, suspeito mais procurado das autoridades bolivianas, foi preso na madrugada desta sexta-feira (26) por uma equipe da PM (Polícia Militar) em Santo André, município da Grande São Paulo, numa trama digna de roteiro de cinema.

Eliot e seu irmão Israel, preso na Bolívia, são suspeitos de cometer o duplo homicídio do casal de jovens Carla e Jesus durante a madrugada de Ano Novo na cidade de La Paz, capital da Bolívia.

O crime abalou o país e chegou a mobilizar centenas de policiais à procura de Eliot e provocou o pronunciamento do presidente da Bolívia, Evo Morales, que pediu todo o rigor da lei para os suspeitos.

O sargento Marcelo Rego da Força Tática, da PM de Santo André, confirmou que uma denúncia anônima levou sua equipe até uma residência no bairro Recreio Borda do Campo, na cidade da Grande São Paulo.

Lá, foram recebidos por uma família de amigos que abrigava o Eliot, que disse desconhecer os crimes dos quais o rapaz é suspeito.

Mais tarde, a reportagem descobriu que foi a dona da casa que ligou para polícia a pedido do próprio Eliot, que queria se entregar às autoridades brasileiras depois de ver suas fotos espalhadas nas redes sociais.

Eliot confessou aos policiais sua participação no crime e foi conduzido ao 2º DP de Santo André, onde o delegado informou que nada constava contra o suspeito no sistema da Polícia Civil. Em seguida, orientou os policiais militares a levá-lo até a PF (Polícia Federal).

Na PF, os militares receberam a mesma informação, de não existir mandado contra o suspeito, e foram orientados pelo delegado de plantão a levar Eliot até o Consulado Geral da Bolívia, na Vila Mariana.

Por força de lei, Eliot não poderia ser deportado já que não existe nenhum mandado contra ele no Brasil, mas, com o iminente risco de morte caso venha ser liberado no consulado, Eliot manifestou sua vontade de se entregar voluntariamente para ser repatriado.

Procurado foi assaltado

Eliot declarou para sua advogada, Patrícia Vega, que decidiu abandonar a mulher e filha no terminal de ônibus da Barra Funda para que ficassem em casa de familiares e “evitar que ela se complicasse caso alguém descobrir o crime”. Disse que ela nada sabia sobre as mortes.

Também declarou ter sido assaltado após deixar a rodoviária, quando levaram sua identidade e documentos. Foi quando solicitou ajuda de pessoas que o levaram a Santo André, onde o hospedaram na residência onde teria sido encontrado pela polícia.

Por último, disse que ficou surpreso ao assistir a um vídeo em que sua irmã o acusa de ter sido o autor das mortes e do estupro e que chorou muito ao ver a foto da sua mulher e filha nas redes sociais.