Tag rastreadora: perseguidores escondem aparelho em carros e bolsas para vigiar mulheres

Homens têm usado pequenos dispositivos de rastreamento, conhecidos como “tags”, escondidos em carros, bolsas, mochilas e até em pertences de crianças para monitorar a rotina e perseguir mulheres em São Paulo. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o uso clandestino desses equipamentos pode se enquadrar no crime de perseguição, o stalking. Com informações do G1.
O Código Penal trata o stalking como perseguição repetida que ameaça a integridade física ou psicológica da vítima, restringe sua liberdade ou invade sua privacidade. A pena prevista vai de seis meses a dois anos de prisão, além de multa. Segundo a SSP, rastreadores ocultos em objetos pessoais podem entrar no artigo 147-A, que define o crime de perseguição.
Investigadores e especialistas têm identificado com mais frequência relatos de mulheres que descobriram dispositivos escondidos em objetos de uso cotidiano. Os equipamentos têm tamanho semelhante ao de uma moeda, podem custar menos de R$ 100 e permitem acompanhar deslocamentos em tempo real sem que a vítima perceba. A SSP não tem estatísticas específicas sobre o uso desses aparelhos, mas registra os casos geralmente como perseguição.
A pasta informou que os registros de stalking na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, no Cambuci, região central da capital paulista, aumentaram no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025. A SSP também citou a rede de 144 Delegacias de Defesa da Mulher, 220 salas DDM, a Cabine Lilás no Copom e o aplicativo SP Mulher Segura, que reúne ferramentas de geolocalização e acionamento do botão do pânico.
