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Tapioca aumenta a glicose? O que diz a endocrinologia

Tapioca com morango e chocolate. Foto: reprodução

A tapioca, alimento tradicional do café da manhã brasileiro, é prática mas tem alto índice glicêmico. “Ela é rapidamente digerida e transformada em glicose, levando a um aumento mais abrupto da glicemia, especialmente quando consumida isoladamente”, explicou a endocrinologista Lorena Lima Amato, ao Metrópoles. O pico ocorre logo após a ingestão e, com frequência, pode contribuir para resistência à insulina.

Para equilibrar essa resposta, a nutricionista Carol Galdino ensina que a escolha do recheio é crucial. “Opções com ovos, frango, atum, queijos e fontes de gordura boa, como azeite ou abacate, ajudam a equilibrar a refeição”, disse. Proteínas e gorduras retardam a digestão e promovem uma liberação mais gradual da glicose no sangue.

O consumo por pessoas com diabetes é permitido, mas exige cautela. As porções devem ser controladas e a tapioca precisa fazer parte de uma refeição equilibrada. “Se não for consumida isoladamente nem em grandes quantidades, não atrapalhará”, afirmou a endocrinologista Lorena. O acompanhamento nutricional é recomendado para ajustes individuais.