Tarcísio defende venda de parte de fazenda histórica usada em pesquisas de café

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, defendeu a venda de parte da histórica Fazenda Santa Elisa, em Campinas, utilizada pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC) para pesquisas sobre café. Durante visita a Sumaré (SP) na quarta-feira (23), Tarcísio explicou que a venda de áreas consideradas subutilizadas pode “gerar valor para o Estado,” enquanto as áreas de pesquisa científica seriam preservadas. A proposta é vender parte do terreno, como áreas voltadas para possíveis empreendimentos habitacionais.
Tarcísio ressaltou que “não faz sentido o Estado manter tanto patrimônio em termos de terra”, enfatizando a importância da racionalidade econômica. O IAC, que possui aproximadamente 700 hectares, possui uma área destinada à venda, chamada São José, com 70 mil metros quadrados, o que corresponde a cerca de 1% do total. Essa área abrange uma parte do maior banco de germoplasma de café do Brasil, responsável por variedades de café resistentes a pragas e condições climáticas extremas.
A proposta de venda, no entanto, enfrenta resistência de associações como a Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC), que destaca a importância científica da fazenda. Segundo a APqC, “esta fazenda experimental é um patrimônio incomensurável do Estado de São Paulo”, abrigando o maior banco de variedades de café do país, com exemplares raros e fundamentais para o avanço da cafeicultura no Brasil. A Associação dos Docentes da Unicamp (ADunicamp) também manifestou repúdio à venda, alertando para os impactos na continuidade de pesquisas de longo prazo.

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