Taxa de infidelidade do PMDB a um governo bate recorde com Dilma
Levantamento do Estadão Dados mostra que, em 2011, primeiro ano do governo Dilma, a fidelidade à presidente exercida pela liderança do PMDB na Câmara ficou acima do padrão histórico da sigla: o líder peemedebista orientou seus correligionários a apoiarem o governo em 92% das votações.
Nos dez anos anteriores, essa taxa havia sido, em média, de 90%.
Em 2012, a taxa de fidelidade da liderança do PMDB a Dilma na Câmara foi de respeitáveis 86% – maior do que a fidelidade a Lula em 2004.
Mas, a partir de 2013, após perder centenas de prefeitos na eleição do ano anterior, o PMDB deixou de apenas flertar com a oposição e foi às vias de fato. Seu líder só orientou a bancada a seguir o governo em 62% das votações do ano passado. Em 2014, mandou votar contra Dilma em metade das vezes.
É a maior taxa de infidelidade do PMDB a um governo desde que o partido ajudou a aprovar o impeachment de Fernando Collor, em 1992. A maioria das análises tem culpado – ou creditado – o deputado Eduardo Cunha (RJ) por essa rebelião.
Parece óbvio, pois a mudança ocorreu depois que ele foi eleito líder do partido. Afeito aos holofotes, Cunha incentiva tal percepção borbulhando críticas ao PT dia sim, dia também.
Saiba Mais: Estadão
