Como atuava a máfia de taxistas ligada ao CV que fraudava taxímetros no Galeão

A Polícia Civil do Rio investiga um esquema de adulteração de taxímetros no Aeroporto Internacional do Galeão que, segundo a investigação, envolvia motoristas ligados ao Comando Vermelho. Um dispositivo eletrônico acionado por um botão escondido sob o tapete do carro inflava o valor das corridas. Em um trajeto de 22 quilômetros entre o aeroporto e Copacabana, a cobrança poderia chegar a R$ 900, sete vezes o valor previsto na tabela municipal.
Os motoristas pagariam R$ 120 por dia ao tráfico para atuar nas proximidades do Morro do Barbante, perto do aeroporto. Homens conhecidos como “jóqueis” abordavam turistas na saída do desembarque, chamavam os táxis irregulares e receberiam R$ 50 diários para integrar o grupo. A polícia afirma que os taxistas investigados não pertenciam às cooperativas credenciadas para trabalhar no terminal.
Agentes conduziram 18 “jóqueis” para prestar depoimento e recolheram 17 táxis para perícia. A apuração estima que cerca de 200 veículos possam circular com o equipamento fraudulento, enquanto mais de 30 taxistas e aliciadores já foram ouvidos. A Prefeitura do Rio informou que poderá cassar as licenças dos taxistas comprovadamente envolvidos nos crimes.
