Técnico da Alemanha se diz preocupado com critério da arbitragem em semifinal
A Alemanha está preocupada com o critério que vai ser adotado pela arbitragem na semifinal da Copa do Mundo contra o Brasil na terça-feira em Belo Horizonte e espera que a “luta campal” entre brasileiros e colombianos nas quartas de final não se repita no Mineirão.
O treinador alemão, Joachim Loew, abriu a coletiva desta segunda-feira lamentando a contusão do atacante Neymar na partida contra a Colômbia, que tirou o camisa 10 do Brasil do restante do Mundial.
Foi a primeira de uma série de citações diretas e indiretas à atuação da arbitragem da Copa do Mundo.
O mexicano Marco Rodríguez será o arbitro de Brasil e Alemanha na terça-feira no Mineirão. O árbitro esteve envolvido na polêmico jogo em que o uruguaio Luis Suárez mordeu o ombro do italiano Giorgio Chiellini na fase de grupos da Copa.
O uruguaio acabou sendo punido posteriormente pela Fifa com nove jogos de suspensão, multa de 100 mil francos suíços e foi obrigado a ficar longe de qualquer atividade ligada ao futebol por quatro meses.
Loew mostrou preocupação com a permissividade do árbitro espanhol Carlos Velasco, que apitou a vitória do Brasil sobre a Colômbia, numa indicação de que teme que as entradas duras se repitam nessa terça.
“Alguns árbitros da Copa foram muito bem, mas no último jogo (Brasil e Colômbia), acho que foi luta entre ambos os times. Não foi só uma falta contra o Neymar”, avaliou o treinador alemão.
“Foram muitas faltas e nunca vimos tantas como nesse jogo. Foi alem do limite”, adicionou o defensor alemão Jerome Boateng.
O elevado número de faltas e o tempo excessivo que a partida teve de ser paralisada para que fossem feitos atendimentos aos atletas também chamaram atenção do treinador alemão.
“Foram muitas pausas. Não acho que o jogo que para toda hora seja bom. As pessoas não gostam disso”, declarou ele
Loew aproveitou para mandar um recado ao árbitro de Brasil e Alemanha, no Mineirão. “Espero que as faltas que foram por trás no jogo Brasil e Colômbia, carrinhos… não se repitam. Temos que proteger os jogadores. O árbitro tem de proteger atacantes, as faltas são muito agressivas“, afirmou.
“Faltas brutais, acredito que temos que coibi-las, senão não vamos ter os Neymars, Messis, e vão ser só jogadores para destruir.”
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