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Ficar sem fazer nada pode ser bom? Entenda o que o tédio faz com a mente

Pessoa sentada sozinha em um ambiente doméstico
Imagem ilustrativa

O tédio pode funcionar como um sinal de que uma atividade perdeu o sentido ou deixou de corresponder aos objetivos de uma pessoa. Para o filósofo Lars Svendsen, da Universidade de Bergen, esse desconforto pode abrir espaço para projetos criativos, descobertas e mudanças pessoais, embora também possa ter efeitos negativos.

A psicóloga Heather Lench, da Universidade Texas A&M, afirma que o sentimento surge quando o que alguém faz não se alinha a seus interesses. Ela aponta que a reação ao enfado faz diferença: o momento pode levar à criação e ao desenvolvimento de habilidades, mas também ao consumo automático de redes sociais, apostas online ou drogas.

O psicólogo Yves de La Taille, professor aposentado da USP, diferencia o tédio situacional, como o de uma sala de espera, do existencial, mais persistente. Nos casos mais graves, o sentimento de vazio pode se associar à depressão e ao risco de suicídio. Já o psicólogo James Danckert defende transformar a monotonia em desafio, enquanto Shahram Heshmat propõe acolher o tédio e permitir que a mente divague.