Temer vai esperar decisão do STF para decidir se substitui Cristiane Brasil

Uma das medidas para avaliar o desprezo deste governo com o trabalho é o impasse na nomeação do novo ministro da área. O ministério foi usado como moeda de troca da reforma da Previdência. O governo tentou indicar um, vetado por Sarney, e aí teve a ideia brilhante de resgatar o nome da família de Roberto Jefferson, com a nomeação de uma mulher que não assinou a carteira de um funcionário e foi condenada por impor jornada abusiva — sem pagar hora extra — a um motorista. Que autoridade uma ministra desse naipe teria para exigir cumprimento das regras trabalhistas que sobraram? Agora, emparedado pela Justiça, Temer diz que vai esperar — Trabalho não é prioridade mesmo — pela decisão do STF. No Brasil em estado de golpe, a balança dos poderes mudou. Hoje, até um juiz de primeira instância manda mais que o Executivo, e procurador tem mais imunidade que parlamentar na hora de espinafrar alguém — a internet é a nova tribuna.
.x.x.x.
PS: Quem começou essa brincadeira foi Gilmar Mendes, ao conceder liminar que impediu Lula de assumir a chefia da Casa Civil, no governo Dilma.
