Tendência contra protetor solar cresce entre jovens e preocupa especialistas

Uma nova tendência nas redes sociais tem preocupado médicos no mundo todo, segundo o UOL. Conteúdos com as hashtags #AntiSunscreen e #NoSunscreen, que somam quase 20 milhões de visualizações no TikTok, incentivam jovens da geração Z a abandonar o protetor solar e substituí-lo por óleos e manteigas vegetais.
O movimento se baseia na ideia de uma rotina “natural” de cuidados com a pele e no mito de que o uso do filtro solar reduziria a absorção de vitamina D. Especialistas alertam que a prática pode ser devastadora: favorecer o envelhecimento precoce da pele e aumentar o risco de queimaduras que danificam diretamente o DNA das células. A tendência também eleva o risco de câncer de pele, principalmente em países tropicais como o Brasil.
Especialistas também desmentem a ideia de que o protetor seja tóxico. Dermatologistas afirmam que os filtros químicos podem ser absorvidos pela pele, mas não há qualquer evidência científica de que causem efeitos adversos em humanos.
Órgãos como FDA, Anvisa e EMA consideram os protetores solares seguros. Especialistas também apontam que é possível equilibrar a fotoproteção e a vitamina D: uma exposição de 10 a 15 minutos em horários seguros é o suficiente.
