Tenente-coronel preso por matar esposa ri e chora em depoimento: “Assassino do ano”

O tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 54 anos, réu por feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32, negou os crimes em interrogatório à Justiça de São Paulo na semana passada. Durante mais de oito horas de depoimento, ele alternou choro e risadas e afirmou que foi “eleito o assassino do ano”.
Rosa Neto sustentou que Gisele tirou a própria vida, versão contrariada por um laudo complementar do Instituto de Criminalística, que concluiu que a soldado não poderia ter efetuado o disparo contra a própria cabeça. Ele disse estar preso injustamente havia 202 dias, afirmou ter emagrecido 16 quilos no período e declarou que acusações divulgadas na imprensa criaram uma imagem falsa sobre ele.
O réu também atribuiu à vítima comportamentos agressivos e afirmou que ela “surtou e se matou”. José Miguel Júnior Silva, advogado da família de Gisele, contestou a versão e disse que não há provas de que a soldado agredia o marido. A Justiça negou o pedido de liberdade feito pela defesa ao fim do interrogatório.
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