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Tenente-coronel cobrava sexo de PM morta em troca de moradia e contas pagas

soldado Gisele Alves Santana sorrindo para selfie
A soldado Gisele Alves Santana – Reprodução

A denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto cita mensagens em que o oficial cobrava relações sexuais de Gisele Alves Santana em troca do pagamento de aluguel, condomínio e outras despesas da casa. Em uma das conversas, ele listou os valores gastos mensalmente e escreveu que a companheira deveria “investe[r] amor, carinho, atenção, dedicação, sexo”. Em resposta, Gisele afirmou: “Por mim separamos, não vou trocar sexo por moradia e ponto final”. A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia nesta terça-feira (18), e o oficial virou réu.

Segundo a acusação, o relacionamento era marcado por comportamento possessivo, controlador e autoritário, com relatos de agressões físicas, psicológicas e humilhações. O Ministério Público denunciou Geraldo Leite Rosa Neto por feminicídio, por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual, sob a acusação de tentar simular suicídio após a morte de Gisele.

Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde o casal morava, no Brás, na região central de São Paulo, em terça-feira (18 de fevereiro). De acordo com a investigação, o disparo foi ouvido às 7h28, mas o acionamento do socorro ocorreu às 7h57. A Polícia Civil indiciou o tenente-coronel por feminicídio e fraude processual, e a prisão foi cumprida em quarta-feira (18), em São José dos Campos. A defesa nega as acusações e sustenta que a policial tirou a própria vida.