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Tenente-coronel que matou PM atacava STF e não-binários, mostram mensagens

Neto (sem camisa) e o desembargador Cogan, na cena da ocorrência — Foto: Reprodução / Polícia Civil

Mensagens trocadas entre o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio, e o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan foram anexadas ao inquérito que investiga a morte da policial militar Gisele Alves Santana, em São Paulo. Nas conversas, há conteúdos com críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e comentários sobre pessoas não-binárias.

Em uma das mensagens, o oficial escreveu: “Estava lotado de pessoas não binárias nos blocos de pré-Carnaval, kkkkkkk. O final dos tempos mesmo!”. Em outra troca, ao receber conteúdo crítico ao STF, respondeu: “Nossos Ministros”. O desembargador esteve no apartamento onde a policial foi encontrada morta, e a presença dele é alvo de apuração do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A investigação aponta que a vítima foi encontrada com um tiro na cabeça no imóvel do casal. Laudos indicam que o disparo foi feito com a arma encostada na têmpora direita e que houve manipulação da cena. Um trecho da decisão afirma: “O mosaico probatório afasta a hipótese de suicídio e indica que Gisele foi abordada por trás”. O oficial está preso e a defesa mantém a versão de suicídio.