A teoria que virou febre pode estar rotulando seus relacionamentos

Criada nos anos 1950 pelo psiquiatra britânico John Bowlby, a teoria do apego voltou a ganhar força nas redes sociais. Vídeos marcados com a hashtag #AttachmentTheory acumulam milhões de visualizações no TikTok, enquanto criadores de conteúdo e coaches usam o conceito para discutir relações amorosas, amizades e vínculos familiares.
A teoria associa as expectativas nos relacionamentos aos laços formados com os primeiros cuidadores. Ela descreve quatro estilos: ansioso, evitativo, evitativo-assustado e seguro. Pessoas com apego ansioso podem temer rejeição ou abandono; as evitativas tendem a priorizar a independência; as evitativo-assustadas alternam busca por proximidade e afastamento; e as seguras lidam com intimidade e autonomia de forma mais confortável.
O psicólogo Pascal Vrticka, da Universidade de Essex, no Reino Unido, alerta que os estilos não devem servir como rótulos rígidos. Ele afirma que mudanças podem ocorrer gradualmente, sobretudo em transições como adolescência, início ou fim de relacionamentos e luto. Para o pesquisador, a teoria ajuda a compreender padrões de comportamento, mas pode se tornar prejudicial quando usada para reduzir pessoas a classificações fixas.
