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Teste dos borrões: entenda o método usado por psicólogos para avaliar presos

Teste de Rorschach. Foto: Reprodução

O teste de Rorschach, conhecido popularmente como “teste dos borrões”, é um dos instrumentos mais tradicionais de avaliação psicológica no Brasil. Ele consiste em dez pranchas com manchas de tinta simétricas, nas quais o avaliado descreve o que enxerga. O objetivo é analisar padrões de percepção, pensamento e emoção, fornecendo dados sobre a estrutura psíquica do indivíduo.

No sistema prisional paulista, incluindo o presídio de Tremembé, o exame é utilizado por equipes técnicas em avaliações de perfil psicológico e acompanhamento de presos. O uso do teste está previsto em protocolos de psicologia forense reconhecidos pelo Conselho Federal de Psicologia, que exige a aplicação por profissionais credenciados. O instrumento faz parte de um conjunto de métodos adotados em perícias, relatórios de comportamento e pedidos de progressão de regime.

Em Tremembé, onde cumprem pena figuras conhecidas e condenados por crimes de grande repercussão, o teste de Rorschach ajuda a traçar o perfil de adaptação e resposta emocional de cada preso. Ele não determina culpa nem mede periculosidade, mas contribui para compreender a forma como o sujeito percebe o ambiente e reage a situações complexas.

Segundo especialistas em psicologia jurídica, o Rorschach continua sendo uma ferramenta útil por permitir acesso a aspectos inconscientes do comportamento, embora seu resultado dependa sempre da interpretação técnica e de outros exames complementares. Por isso, o método é empregado de forma integrada, com entrevistas clínicas e testes de personalidade, garantindo maior precisão nas avaliações feitas em contextos prisionais.