“Desumano”: nova regra pode aposentar Tifanny aos 41 anos

Jogadoras de vôlei criticaram a política da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) que limita as competições femininas a atletas do sexo biológico feminino. A medida atinge diretamente Tifanny Abreu, mulher trans de 41 anos que defende o Osasco São Cristóvão Saúde e pode ficar sem torneios para disputar após o Paulista. Com informações do Uol.
A central Luzia, da seleção brasileira, classificou a decisão como “desumano”. “De um dia para o outro a pessoa perde o sustento. Com certeza, ela se planejou para uma Superliga, então acho que foi desumano fazer isso com ela”, afirmou. A levantadora Roberta Ratzke também apontou falta de diálogo prévio e considerou injusto alterar as condições depois da preparação e da assinatura de contratos. A argentina Bianca Cugno, ex-companheira de Tifanny no Osasco, disse ter ficado triste e destacou o esforço da atleta para seguir jogando.
A CBV anunciou a mudança em 14 de agosto e prevê sua aplicação na Superliga A e B de 2026/27, na Supercopa de 2026 e em outras competições posteriores. A Federação Paulista de Vôlei manteve Tifanny no Estadual, iniciado em 13 de agosto, sob as regras vigentes na abertura do torneio. A confederação alinhou a norma à política do Comitê Olímpico Internacional e da Federação Internacional de Voleibol, com comprovação por triagem do gene SRY.
