TikTok vira vitrine para venda de material de abuso sexual infantil no Telegram; entenda

Esta reportagem contém conteúdo sensível sobre abuso sexual infantil. Uma investigação do g1 identificou criminosos que usam o TikTok como vitrine para promover a venda de material de abuso sexual infantil e transferem as negociações para grupos e conversas no Telegram. Os pacotes ilegais eram oferecidos por valores a partir de R$ 10, com pagamentos via Pix e envio dos arquivos após a confirmação da transferência. Com informações de g1.
Em uma das conversas, um vendedor afirmou usar a conta bancária de uma terceira pessoa para receber os pagamentos e alegou, falsamente, que o comprador não seria rastreado. A Polícia Federal alerta que as transações deixam registros capazes de ajudar a identificar quem realizou o pagamento. Investigadores também apontam que agressores usam contas de ex-namoradas ou das próprias vítimas para tentar ocultar o vínculo com os recursos.
O Telegram declarou que proíbe a distribuição desse tipo de conteúdo e informou ter removido mais de 339 mil grupos e canais relacionados ao material em 2026. O TikTok disse que remove rapidamente publicações que violem suas regras, bane as contas envolvidas e comunica casos às autoridades competentes. Denúncias de violência contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100, de forma anônima, ou pelo 190 em situações de risco imediato.

