Time confia em Neymar para ser o diferencial durante a Copa do Mundo
Qual o tamanho da “Neymar-dependência” da seleção brasileira? A pergunta ganhou força após a ótima atuação do atacante no estádio Serra Dourada, na última terça. A BBC Brasil ouviu jogadores importantes da seleção e, apesar do esforço para destacar o “jogo coletivo” e o discurso do “todos são importantes”, fica claro que o time, como o país, confia em Neymar para ser o diferencial durante a Copa do Mundo.
Lá se vão 16 meses desde que Luiz Felipe Scolari reestreou no comando técnico da seleção brasileira. Foram 21 jogos até agora, com 15 vitórias, quatro empates e duas derrotas. Dos 58 gols marcados pelo Brasil neste período, 14 foram de Neymar – sem contar a participação em tantos outros.
No primeiro amistoso preparatório para a Copa do Mundo, na última terça, em Goiânia, Neymar fez de falta o primeiro gol contra o Panamá, quando o jogo se mostrava complicado para o Brasil. Ele ainda deu um lindo passe de calcanhar para Hulk marcar o terceiro e fez também a jogada que resultou no quarto, de Willian. Um pequeno, mas vivo exemplo de como a seleção brasileira depende de Neymar.
Desde a Copa de 2010, o atacante do Barcelona tornou-se a peça central da seleção brasileira – primeiro com Mano Menezes, depois com Scolari. Já fez 31 gols em 48 partidas com a camisa canarinha, mais do que qualquer outro jogador no século 21. Com apenas 22 anos de idade, ele já é o décimo-primeiro colocado na lista histórica de artilheiros da seleção brasileira.
Apesar de tudo isso, Neymar foi vaiado na última vez que a seleção passou por São Paulo. Em 7 de setembro de 2012, o Brasil venceu a África do Sul por 1 a 0 em jogo marcado pelos gritos de “Fora Mano” (o técnico seria demitido dois meses depois, em novembro) e “Neymar pipoqueiro”.
O mesmo estádio do Morumbi será, a partir das 16h desta sexta-feira, o palco do último amistoso do Brasil antes da Copa do Mundo. A adversária será a Sérvia, escolhida por supostamente ter estilo de jogo parecido com o da vizinha Croácia, rival da seleção na estreia, no dia 12 de junho.
Entre especialistas, há uma espécie de unanimidade. Se Neymar não brilhar na Copa de 2014, não haverá hexacampeonato. O sucesso da seleção passa por um grande mês de um jogador que passou longe de ter um grande ano.
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