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“Tinha medo”: Responsável por evento de rope jump diz que não atuava em saltos

Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis
Evelyne dos Santos Gonçalves. Foto: Reprodução/Metrópoles

Evelyne dos Santos Gonçalves, uma das presas pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas em um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, disse em depoimento que não atuava na parte operacional dos eventos porque tinha “muito medo”. A Polícia Civil aponta Evelyne como a principal responsável pelo evento organizado pela Entre Cordas.

À delegada Andréa Levy, responsável pela investigação, Evelyne afirmou que saltava havia um ano e meio, mas que, nos eventos, cuidava da recepção, do cadastro dos participantes e da organização da fila de espera. Ela também gerenciava as redes sociais da Entre Cordas. “Então, como eu não faço parte de nada operacional, eu sempre falo, inclusive nas redes sociais, que eu tenho muito medo, eu não tenho nenhuma qualificação pra te dar respostas técnicas. Porque a minha única função é editar os vídeos, postar nas redes sociais, viralizar”, declarou.

A polícia prendeu Evelyne temporariamente no sábado (20), uma semana depois da morte de Maria Eduarda. João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins também foram detidos. A previsão inicial mantinha os três presos por cinco dias, mas a Polícia Civil informou que pediu à Justiça, na terça (23), a prorrogação das prisões por 30 dias, até a conclusão do inquérito.

Maria Eduarda morreu no dia 13 após cair de aproximadamente 30 metros, sem cordas de proteção, na ponte que fica na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. Três homens que aparecem no vídeo em que a jovem é erguida e arremessada da estrutura tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia. Depois da tragédia, autoridades federais e as prefeituras das duas cidades discutiram bloqueios no acesso à ponte e até a possibilidade de demolição da estrutura.