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Tio de capitã da PM morta em BH diz que marido era “ciumento e manipulador”

Michele Leão Azevedo e Eduardo Abner Pereira de Oliveira
Montagem com fotos de Michele Leão Azevedo e Eduardo Abner Pereira de Oliveira. Foto: Reprodução

O tio da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, de 41 anos, afirmou que o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, preso e investigado pela morte da esposa em Belo Horizonte, era uma pessoa “ciumenta e manipuladora”. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. Na noite de segunda-feira (20), Eduardo levou Michele já sem vida ao Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste da capital mineira.

O boletim de ocorrência relata que médicos identificaram traumatismo craniano, hematomas, ferimentos nas pernas, marcas compatíveis com chicotadas e um corte profundo na cabeça. Marlon de Carvalho Leão, tio da capitã, disse que a família nunca aprovou o relacionamento e via sinais de controle e ciúmes. “Era uma pessoa ciumenta. Tinha uma boa lábia e manipulava para conseguir o que queria”, afirmou. O primo Jonathan Zanet Boni de Carvalho Leão contou que, durante uma separação, Eduardo entrou na casa da família procurando Michele: “Ele entrou, invadiu a casa, batendo portas e abrindo armários para procurar por ela”.

Imagens do circuito interno do prédio onde o casal morava mostram o sargento carregando Michele nos ombros até a garagem e colocando a esposa no carro antes de seguir para o hospital. Em depoimento, Eduardo afirmou que os dois consumiram álcool e comprimidos de ecstasy, tiveram relação sexual consensual com práticas de dominação e agressões físicas e que Michele caiu da escada, recusou atendimento e depois não apresentava sinais vitais.

A perícia apreendeu um cabo de madeira quebrado no lixo do prédio, roupas de cama lavadas e comprimidos semelhantes a ecstasy descartados no hospital. A defesa disse que acompanha as investigações, pediu que se aguarde a conclusão dos laudos e afirmou confiar no devido processo legal.