Tiro que matou PM foi dado de baixo para cima, mostra laudo

O laudo pericial sobre a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, revelou que o disparo que a matou foi dado de baixo para cima, atravessando a cabeça da vítima de forma inclinada. O tiro entrou pela lateral direita da cabeça e causou uma extensa lesão no lado esquerdo, provocando fratura no crânio e destruição do tecido cerebral.
O laudo concluiu que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico causado pelo disparo de arma de fogo. Além do tiro, o laudo identificou lesões no pescoço e no rosto de Gisele, que indicam pressão exercida por dedos e unhas, características conhecidas na medicina legal como “estigmas digitais”. As lesões sugerem que Gisele pode ter sido esganada antes de ser baleada, o que levanta a hipótese de que ela teria desmaiado pouco antes do disparo fatal.
A presença de marcas no pescoço e rosto da vítima, compatíveis com compressão manual, aumenta a suspeita de que a morte não foi um suicídio, como inicialmente alegado. O marido de Gisele, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, havia afirmado à polícia que a esposa se matou após uma discussão sobre separação, alegando ter encontrado a vítima caída após ouvir um disparo enquanto estava no banheiro.
Com o avanço da investigação e a análise do laudo pericial, a versão foi descartada e a polícia investiga o caso como morte suspeita.
