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Ex-pesquisador da USP é condenado a 12 anos por estupro que levou estudante à morte

Fachada do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo, o Crusp
Fachada do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo, o Crusp. Foto: Reprodução

A 14ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo condenou por unanimidade um ex-pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) a 12 anos de prisão em regime fechado pelo estupro de uma estudante que morreu em decorrência das lesões. O colegiado reverteu a absolvição em primeira instância, que considerou as provas insuficientes.

O condenado é Felipe Ramos, conforme identificação do processo no sistema eletrônico do TJ-SP. O crime ocorreu em fevereiro de 2020, depois que ele conheceu a estudante no restaurante universitário e a convidou para seu apartamento no Conjunto Residencial da USP (Crusp), aponta a denúncia.

A acusação sustenta que ele ofereceu à jovem uma bebida com uma substância química. Ela relatou gosto estranho e perda de consciência; no dia seguinte, acordou sem roupas íntimas e sem se lembrar claramente do que aconteceu. A estudante procurou atendimento médico após apresentar febre, inchaço e dores na região genital e morreu cerca de duas semanas depois, com septicemia. Para a relatora Fátima Gomes, os relatos dados pela vítima a familiares, um amigo e profissionais de saúde convergiam com os registros médicos e laudos periciais.