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TOC pode transformar medos e rituais em parte da rotina; entenda

Ilustração sobre transtorno obsessivo-compulsivo
Imagem ilustrativa

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) pode fazer com que pensamentos intrusivos se tornem fonte constante de medo, culpa e ansiedade. Para aliviar esse sofrimento, a pessoa pode adotar rituais repetitivos, como checar algo várias vezes, lavar as mãos de forma compulsiva ou evitar situações cotidianas. O alívio, porém, costuma ser momentâneo e reforça o ciclo das compulsões.

Alex, de 36 anos, relata que os sintomas começaram na adolescência, com a necessidade de carregar um número exato de objetos e manter uma quantidade específica de contatos no celular. Com o tempo, o transtorno passou a afetar atividades simples, como tocar em maçanetas, fazer compras, receber visitas e usar talheres. “Você assiste a si mesmo enlouquecendo”, resume.

Especialistas apontam a terapia de exposição e prevenção de resposta como uma das abordagens mais eficazes para o TOC. O tratamento propõe que o paciente enfrente gradualmente situações que despertam ansiedade sem recorrer aos rituais para neutralizá-la. Antidepressivos, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina, também podem integrar o cuidado. “Quanto mais tempo você convive com isso, mais difícil fica sair desse ciclo”, alerta Jessica Teitz, que vive com o transtorno.